Uma pesquisa inédita encomendada pelo Boticário revela um dado impactante: 86% dos brasileiros já sofreram algum tipo de bullying familiar. A partir desse diagnóstico, a marca lança sua campanha de Natal 2025, transformando números em reflexão e convidando o público a repensar a forma como se comunica com quem ama.
Quando a “brincadeira” deixa marcas
Segundo o levantamento realizado pela consultoria On The Go, com cerca de dois mil entrevistados em todas as regiões do país, comentários ofensivos, comparações e críticas fazem parte da rotina de muitas famílias brasileiras. No entanto, embora sejam frequentemente tratados como brincadeiras, esses episódios deixam marcas profundas.
Além disso, 50% dos entrevistados afirmam que os comentários mais recorrentes estão ligados à aparência física. Ainda que muitas famílias se considerem afetuosas, esse tipo de comportamento se repete de forma silenciosa, atravessando gerações e normalizando desconfortos emocionais.
Ao mesmo tempo, apenas 17% das pessoas conversam abertamente sobre esses incômodos. Ou seja, existe dor, mas falta espaço para diálogo. Ainda assim, a maioria afirma que gostaria de falar mais sobre o tema, desde que com cuidado, escuta e empatia.
Palavras também constroem afeto
Apesar do cenário delicado, a pesquisa aponta um dado esperançoso. 71% dos entrevistados acreditam totalmente no poder transformador das palavras positivas. Quando questionados sobre o que gostariam de ouvir dentro de casa, surgem respostas que passam por incentivo, acolhimento, respeito e amor.
Esse desejo coletivo revela algo importante. As famílias brasileiras querem relações mais leves e verdadeiras. Mais do que isso, querem aprender a se comunicar melhor. Por isso, o tema ganha força ao ser tratado no Natal, período tradicionalmente ligado à união, à memória afetiva e ao reencontro.
Para Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do Boticário, provocar esse diálogo é parte do papel da marca.
“Todos os anos buscamos reflexões que façam sentido para as pessoas e para o momento da sociedade. A pesquisa confirmou o que defendemos há anos: palavras deixam marcas. Que sejam de amor.”
Mulheres e jovens sentem o impacto com mais força
Os dados também mostram recortes importantes. Mulheres e jovens entre 18 e 24 anos são os mais impactados emocionalmente por situações de bullying familiar. Entre eles, 23% das mulheres e 28% dos jovens relatam maior sensibilidade aos comentários, especialmente aqueles ligados à aparência ou a comparações.
Além disso, nove em cada dez pessoas desses grupos afirmam que essas situações afetam diretamente a autoestima. Ainda assim, existe abertura para mudança. Ambos demonstram disposição para conversas mais acolhedoras e para a construção de vínculos familiares mais saudáveis.
Segundo Ana Cavalcanti, diretora de insights da On The Go, compreender esse fenômeno é essencial para transformá-lo.
“Conversas afetuosas têm impacto significativo no bem-estar. A boa notícia é que existe abertura para mudança.”
Um Natal para ressignificar gestos e palavras
Com a assinatura “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”, o Boticário transforma seu principal filme do ano em um convite à consciência coletiva. Mais do que uma campanha publicitária, a proposta é um chamado à responsabilidade emocional, especialmente dentro de casa.
Assim, o Natal surge não apenas como data comemorativa, mas como oportunidade de ressignificar gestos, rever falas e fortalecer laços. Porque, no fim das contas, palavras constroem memórias — e elas podem ser pontes ou cicatrizes.

