rapper indígena MC Anarandà – Foto: Divulgação

A Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, será palco de mais uma edição do Som da Concha. O evento acontecerá no domingo, 17 de novembro, a partir das 18h, com entrada gratuita. Esta edição promete trazer a diversidade cultural de Mato Grosso do Sul por meio das apresentações do duo Vozmecê e da rapper indígena MC Anarandà.

Criado em 2008 pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), hoje vinculada à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), o Som da Concha busca valorizar os artistas locais. Este ano, o evento se expande para o interior do estado, levando cultura e música para um público ainda maior.

Vozmecê: lançamento do álbum “TROPICAPOLCA”

Abrindo a programação, o duo Vozmecê, formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori, apresenta o show “TROPICAPOLCA: Neotropical do Mato”, que marca o lançamento de seu primeiro álbum. Este trabalho foi inspirado em uma jornada por 17 estados do Brasil, vivida a bordo de uma van. Durante essa experiência, o casal coletou influências culturais que agora compõem as canções.

O álbum mistura ritmos brasileiros, como samba, maracatu, axé e baião, com a polca paraguaia e o rock alternativo. Essa combinação única reflete a riqueza cultural de Mato Grosso do Sul. Para o show, Vozmecê contará com uma banda diversa, incluindo Ju Souc na bateria e Gustavo Gauto no trompete.

Além disso, as letras das músicas abordam temas como igualdade de gênero, reflexões existenciais e a hegemonia cultural. Não à toa, o duo já se apresentou em importantes festivais, como o Campão Cultural e o Festival de Inverno de Bonito, e venceu o prêmio de Melhor Música Popular no Festival Universitário da Canção com “Tio Sam”.

MC Anarandà: resistência e ancestralidade no rap

Logo depois, MC Anarandà apresenta o espetáculo “Kunã Kuera em Rima (Mulheres em Rima)”, que une o rap à cultura guarani-kaiowá. Nascida na Aldeia Guapoy, em Amambai, Anarandà canta em português e guarani, trazendo sua voz como símbolo de resistência.

A artista utiliza suas músicas para abordar temas sociais e denunciar as dificuldades enfrentadas por mulheres indígenas. Suas letras, como na música “Feminicídio”, falam sobre violência e a luta por igualdade. Além disso, ela reforça a conexão com a ancestralidade ao incluir cânticos e rezas tradicionais, conduzidos pela rezadeira Nhadesy Roseli.

A rapper estará acompanhada por Kezia Miranda, que adiciona um toque instrumental com violino e flauta, e pelo DJ Magão, responsável por incorporar sons da natureza ao show. Essa mistura cria uma experiência sonora única, conectando o público à essência da cultura indígena.

Uma noite para celebrar a música e a diversidade cultural

Com Vozmecê e MC Anarandà, o Som da Concha oferece uma experiência inesquecível. O evento é uma oportunidade para o público se conectar com os ritmos, histórias e a ancestralidade que definem Mato Grosso do Sul.

Portanto, marque na sua agenda: domingo, 17 de novembro, às 18h, na Concha Acústica Helena Meirelles. Entrada gratuita.

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