E se, em vez de apenas passar por alguns dos lugares mais conhecidos de Campo Grande, a gente pudesse parar, escolher as cores e criar uma nova versão deles? Essa é a proposta do “Colorindo Campo Grande”, e-book dos artistas visuais Elvis Martins (Krelviz) e Leonn Gondin que acaba de ganhar sua segunda edição.
Lançado em comemoração aos 127 anos da Capital, celebrados nesta quarta-feira (26), o projeto mistura arte, memória afetiva e identidade campo-grandense. Desta vez, o material dobrou de tamanho e passou de 15 para 30 ilustrações digitais.


A ideia é simples — e talvez esteja justamente aí seu charme: transformar lugares que fazem parte da paisagem e da história da cidade em desenhos que podem ganhar novas cores pelas mãos de crianças e adultos.
Dos tuiuiús à Igreja Tia Eva
Entre os 15 novos desenhos estão alguns daqueles lugares que um campo-grandense reconhece quase imediatamente.
A nova edição traz o Letreiro de Campo Grande e a Praça do Tereré, o Monumento Pantanal Sul — os conhecidos tuiuiús do aeroporto —, a escultura Cabeça de Boi, “O Beijo”, no Lago do Amor, o Museu José Antônio Pereira e a Igreja Tia Eva.
Também aparecem o Paliteiro da UFMS, a fonte da Praça Ary Coelho, o Horto Florestal, a lagoa do Parque das Nações Indígenas, a estátua de Manoel de Barros, o Monumento da Imigração Japonesa, o avião da Força Aérea, a Igreja do Perpétuo Socorro e a Passarela dos Ipês.

Além disso, permanecem os 15 desenhos da primeira edição. Entre eles estão Maria Fumaça, Morada dos Baís, Obelisco, Praça das Araras, Mercadão Municipal, Feira Central, Casa do Artesão, Relógio da 14 de Julho, Bioparque Pantanal e Monumento ao Índio.
No fim, as 30 ilustrações acabam formando uma espécie de passeio por Campo Grande — só que feito com lápis, canetinhas e criatividade.
Uma tendência com sotaque campo-grandense
A inspiração vem da popularidade dos livros de colorir no estilo Bobbie Goods, que conquistaram diferentes gerações. Entretanto, Elvis e Leonn deram à tendência uma identidade completamente regional.
Mais do que simplesmente colorir, a proposta é estimular também a convivência e a relação afetiva com a cidade.
Como o material é digital, os desenhos podem ser impressos ou coloridos diretamente em tablets. Os artistas sugerem, inclusive, uma experiência diferente: reunir amigos ou familiares diante dos próprios monumentos retratados no livro para observar o cenário enquanto cada pessoa cria sua versão.
Assim, lugares que muitas vezes fazem parte do caminho cotidiano ganham outro olhar.
Afinal, colorir Campo Grande também pode ser uma maneira de redescobrir Campo Grande.
Como adquirir
A segunda edição do “Colorindo Campo Grande”, com as 30 ilustrações, já está disponível em formato digital.
Informações e aquisição: (67) 99925-8513.
