Já imaginou entrar em uma exposição e ouvir Campo Grande surgindo ao seu redor? O som dos trilhos, a chegada da Maria Fumaça e, aos poucos, a transformação até a cidade movimentada dos dias atuais.
Essa é uma das experiências de “Sesi 80 anos: Indústria em Movimento – Do trilho ao bit”, exposição gratuita que abre para visitação nesta quinta-feira (8), na Casa da Indústria, em Campo Grande.
A mostra segue até 17 de outubro e mistura documentos históricos, fotografias, intervenções artísticas, vídeos e trilhas sonoras inéditas.
Além disso, o projeto tem uma característica especial: sua construção reuniu talentos de diferentes áreas de Mato Grosso do Sul.
Campo Grande para ouvir
Para criar a exposição, a equipe pesquisou a chegada do Sesi ao então sul de Mato Grosso, em 1948.
Nesse processo, documentos e personagens locais ajudaram a reconstruir episódios pouco conhecidos. Entre eles está Oliva Enciso, responsável por trazer o Sesi para Campo Grande e nome importante da educação no Estado.
No entanto, a proposta não ficou restrita aos documentos.
O compositor Guilherme Cruz criou trilhas para acompanhar os diferentes ambientes. Assim, o visitante poderá ouvir desde sons relacionados aos trilhos e à Maria Fumaça até a transformação de Campo Grande ao longo das décadas.
A curadoria é de Thais Pompeo. Já a equipe reúne nomes como Bruno Atra, Elder Severino, Conrado Roel e Francisco Simão.
E o futuro?
Uma das experiências também olha para os próximos anos.
Estudantes das escolas do Sesi escreveram sobre seus sonhos e expectativas para o futuro. Depois, esses textos deram origem a uma narrativa sonora construída com as próprias vozes dos alunos.
Dessa forma, a exposição parte dos trilhos que ajudaram a transformar Campo Grande, atravessa diferentes momentos da indústria e termina provocando uma pergunta: o que vem depois?
Serviço
Sesi 80 anos – Indústria em Movimento: Do trilho ao bit
Quando: 8 a 17 de outubro
Dias úteis: 8h às 18h
Finais de semana e feriados: 10h às 18h
Local: Casa da Indústria – Avenida Afonso Pena, 1206, Campo Grande
Entrada: gratuita
Grupos: visitas podem ser feitas mediante agendamento


