Pessoa utiliza garrafa de água e protege as vias respiratórias durante período de baixa umidade do ar.

O inverno começa oficialmente no próximo dia 21 de junho e, embora as temperaturas mais amenas tragam alívio após meses de calor intenso, a estação também exige atenção redobrada com a saúde. Em Mato Grosso do Sul, o período costuma ser marcado por baixa umidade do ar, longos intervalos sem chuva e aumento da fumaça provocada pelas queimadas.

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a tendência para os próximos meses é de precipitações acima da média histórica. No entanto, os volumes continuam baixos por se tratar da estação seca. Na prática, o cenário segue favorável à estiagem e aos problemas respiratórios comuns nesta época do ano.

De acordo com Priscila Vidal, docente do curso de Enfermagem da Estácio, a combinação entre ar seco, oscilações de temperatura e fumaça pode afetar diretamente a saúde, principalmente de crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

“O corpo humano depende de umidade para funcionar adequadamente. Quando o ar seca demais, as mucosas perdem parte da sua capacidade de proteção, aumentando o risco de irritações e doenças respiratórias”, explica.

Sintomas vão além da rinite e da tosse

Entre os sinais mais frequentes estão dor de cabeça, irritação nos olhos, garganta seca, cansaço e dificuldade de concentração. Segundo a especialista, a baixa umidade dificulta o trabalho natural do organismo de filtrar e umidificar o ar antes que ele chegue aos pulmões.

Além disso, o problema pode favorecer crises de rinite, asma e bronquite. Ao mesmo tempo, aumenta a vulnerabilidade do organismo à ação de vírus e bactérias.

Outro fator de preocupação é a fumaça das queimadas. As partículas liberadas pelo fogo podem percorrer grandes distâncias e comprometer a qualidade do ar mesmo em áreas urbanas afastadas dos focos.

Hidratação e prevenção fazem diferença

Especialistas recomendam aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e utilizar soro fisiológico para hidratar as vias respiratórias. Além disso, a lavagem nasal ajuda a remover partículas e reduzir inflamações causadas pelo ar seco.

Nos dias com presença intensa de fumaça, a orientação é reduzir atividades físicas ao ar livre e manter atenção aos sinais de agravamento, como falta de ar, chiado no peito e febre persistente.

Embora os efeitos do inverno atinjam toda a população, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de cuidados ainda maiores. Por isso, a prevenção continua sendo a principal aliada durante os meses mais secos do ano.

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