Cantora sul-mato-grossense Juliana Monteiro, de Aquidauana, que se apresenta na Festa do Peão de Barretos 2026.
Juliana Monteiro sobe ao Palco Brahma da Festa do Peão de Barretos neste domingo (23), levando ao evento referências do sertanejo e da música de Mato Grosso do Sul.

Dos bares de Aquidauana para o palco de Barretos. Uma trajetória construída ao longo de cerca de uma década ganha mais um capítulo neste domingo (23), quando Juliana Monteiro se apresenta na 71ª Festa do Peão de Barretos, em São Paulo.

A cantora sul-mato-grossense sobe ao Palco Brahma, às 20h, levando ao público uma mistura que se tornou característica do seu trabalho: sertanejo com referências musicais e culturais de Mato Grosso do Sul.

Para Juliana, portanto, a apresentação vai além de mais uma data na agenda. Barretos representa uma das grandes vitrines da música sertaneja brasileira e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de mostrar um pouco da identidade do Estado para um público de diferentes regiões do país.

“Barretos é um lugar que carrega uma história gigantesca para a música sertaneja. Estamos preparando um show à altura desse palco, com muito respeito por tudo o que ele representa, mas também levando aquilo que somos”, afirma.

A cantora também destaca o significado de representar Mato Grosso do Sul.

“Quero que as pessoas conheçam um pouco mais da nossa música, da nossa força e da cultura de Mato Grosso do Sul. Para mim, estar ali representando o Estado tem um significado muito especial.”

Uma voz que saiu do Portal do Pantanal

Nascida e criada em Aquidauana, Juliana começou a cantar profissionalmente nos bares e pequenos palcos da cidade conhecida como Portal do Pantanal.

A partir dali, entretanto, sua música começou a ganhar estrada.

Primeiro, vieram apresentações em outras cidades de Mato Grosso do Sul. Depois, a cantora passou a circular pelo país e chegou a espaços importantes do circuito sertanejo.

Além de Barretos, Juliana já passou pelo Rodeio de Americana e pelo Villa Country, em São Paulo. Também realizou apresentações em diferentes estados brasileiros e no Paraguai.

Ao longo dessa trajetória, dividiu palcos com nomes como Marília Mendonça, Maiara & Maraisa e Henrique & Juliano.

Ainda assim, a origem sul-mato-grossense permaneceu presente em seu trabalho.

Sertanejo com sotaque de MS

No repertório, Juliana transita entre sertanejo raiz, universitário e feminejo. Porém, as referências musicais de Mato Grosso do Sul também encontram espaço nos shows.

Chamamé, polca, clássicos regionais e músicas autorais ajudam a construir essa identidade.

Além disso, a voz grave e o timbre marcante se tornaram características da artista dentro de um gênero em que diferentes gerações de mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço.

“Eu nasci ouvindo música sertaneja, mas também cresci cercada pela sonoridade de Mato Grosso do Sul. Isso naturalmente aparece no que eu faço”, conta.

Por isso, subir ao palco de Barretos carregando essas referências também representa uma responsabilidade.

“Chegar a um palco como Barretos podendo carregar um pouco dessa identidade comigo é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma alegria enorme.”

Uma carreira que avança para fora do Estado

A apresentação acontece em um período de expansão da carreira de Juliana.

Em 2023, por exemplo, ela representou Mato Grosso do Sul no Prêmio Multishow, no Rio de Janeiro. A música “Mesma Laia”, produzida em Goiânia por Dudu Oliveira, chegou a concorrer na categoria Brasil.

Além da música, Juliana ampliou sua presença na televisão. Em 2026, esteve novamente à frente do “Meu MS de Verão”, da TV Morena, ao lado de Chicão Castro.

A trajetória também rendeu uma homenagem da Câmara Municipal de Aquidauana pela contribuição da cantora para projetar o município para além das fronteiras estaduais.

Agora, porém, os olhos se voltam novamente para Barretos.

A edição de 2026 da Festa do Peão acontece entre os dias 20 e 30 de agosto e reúne alguns dos maiores nomes do sertanejo brasileiro.

Para Juliana, estar nesse ambiente é também uma forma de mostrar que buscar projeção nacional não significa deixar as próprias raízes pelo caminho.

Quando subir ao Palco Brahma no domingo, ela levará mais do que seu repertório.

De Aquidauana para Barretos, Juliana Monteiro levará um pouco do Pantanal, da música e da identidade de Mato Grosso do Sul para o coração do sertanejo brasileiro.

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