O espetáculo Prima Facie, protagonizado por Débora Falabella, chega a Campo Grande entre os dias 15 e 17 de maio, no Teatro Glauce Rocha, após consolidar uma trajetória de sucesso no Brasil, com mais de 150 mil espectadores e uma série de premiações que o posicionam como um dos fenômenos recentes do teatro nacional.
Um fenômeno que ultrapassa os palcos
Desde sua estreia internacional em Londres, em 2022, o texto da dramaturga Suzie Miller percorre uma trajetória de impacto que vai além do circuito teatral. A obra conquistou montagens no West End, na Broadway e em diversos países, ao mesmo tempo em que impulsionou debates públicos sobre violência de gênero e o funcionamento dos sistemas judiciais.
No Brasil, a montagem dirigida por Yara de Novaes encontrou rápida adesão do público. Estreada em abril de 2024, a peça registrou sessões esgotadas em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, consolidando-se como um sucesso imediato tanto de crítica quanto de bilheteria.
Além disso, o espetáculo reuniu importantes nomes do Judiciário em debates após apresentações, o que evidencia sua capacidade de dialogar diretamente com temas contemporâneos sensíveis e urgentes.
Atuação premiada e narrativa potente
No palco, Débora Falabella conduz sozinha a narrativa ao interpretar Tessa, uma advogada bem-sucedida que construiu sua carreira defendendo acusados de violência sexual. No entanto, sua trajetória sofre uma ruptura quando ela própria se vê diante de uma experiência que transforma sua percepção sobre justiça, poder e vulnerabilidade.
A força da interpretação rendeu à atriz alguns dos principais prêmios do teatro brasileiro, incluindo o Prêmio Shell, APCA, Bibi Ferreira e Arcanjo. Ao mesmo tempo, o espetáculo acumulou conquistas no Prêmio APTR, contemplando categorias como direção, cenografia, iluminação e figurino.
Nesse contexto, Prima Facie se consolida não apenas como uma obra artística relevante, mas como um instrumento de reflexão social. A narrativa propõe uma análise crítica sobre estruturas institucionais e evidencia lacunas que ainda persistem no tratamento de casos de violência contra a mulher.
Com sessões marcadas para sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h, a temporada em Campo Grande reforça a circulação nacional do espetáculo e amplia o acesso do público local a uma produção que já mobilizou plateias e debates em todo o país.
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